26 08 2016

tanta gente que, incessantemente, te apontava defeitos, enquanto te desviavas deles ali parados, expectantes, num relvado festivo. nem tinhas tempo para sentir pena de ti própria, como o costume.

aguardavam há demasiado tempo, diziam.

não paras de andar, não te recordas sequer de ter planeado aquilo, de lhe conhecer os contornos, mas o certo é que esperam uma grande surpresa vinda das tuas mãos.

tudo a postos, pessoas dispersas debaixo do alpendre ou pelo jardim: o canhão, mais pequeno do que pensavas que fosse, assemelhando-se a um desenho animado, fica numa ponta do jardim.

não tens a certeza se preparaste bem o rastilho, mas entretanto sossegas porque dois rapazes se encarregam do resto.

em vão: uma desilusão tamanha, sem estrondo, nem clarões. Apenas bolas do tamanho de uma bola de bowling, pretas, saem disparadas e a que alcança maior distância, fá-lo para cair desconsoladamente no terreno contíguo, o milheiral.

a vergonha cobre-te. a guerra perdeu-se sem a fazeres.

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