15 07 2016

uma sucessão de piscinas, em linha. umas assemelhando-se a estufas decadentes, outras abertas, formando um corredor de pérgolas.

lembro-me de me sentir fresca, só de as ver assim, perfiladas à minha frente.

assim avancei, procurando-a entre as águas. assim a encontro e perco, sem parar.

mergulhos mais profundos e compenetrados na piscina à esquerda: vejo-o emergir, em ondas e borbulhas agitadas.bem-vindo, ainda que não me fales por estares concentrado em ganhar o ar sem explodir, em primeiro lugar.

chegada ao fim das braçadas, eis que chega o momento de servir de intermediária telefónica com alguém que logo percebe estar preocupado mas seguro, do outro lado da linha. falar assim de uma vida alheia, de alguém que sente que lhe é querido mas que, estranhamente, não percebe ou se lembra de existir razão para ser tão próxima. há ali um desfasamento, o que torna aquela conversa mediada e destinada a grandes resoluções muito mais missionária do que à partida poderia ser.

tentarei demonstrar que aquela atitude dele é disparatada e encherei o peito de esperança numa resolução calma e racional: mas só enquanto falo, como se cheia de sabedoria que não é a minha.

 

 

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