11 07 2016

eu achava que salvar alguém era andar no meio de uma tempestade, literal, e chegar encharcada à biblioteca daquele velho lobo solitário que, finalmente, saberia dizer-me que gostava de mim.

quando me vi sozinha numa acalmia feita de silêncios de um pai, não houve biblioteca que me acolhesse, mas soube tornar aquelas músicas que ouvi sexta-feira nas minhas capas duras de uma vida.

 

 

Anúncios

Acções

Information

One response

14 07 2016
umzero

os lobos solitários usavam máscaras estranhas. diziam amo-te e salva-me sem qualquer tipo de medo abstracto das palavras. tinham bibliotecas onde guardavam imensidões de solidão de dias e dias anos e anos. o velho lobo solitário não gostava dela, não no sentido corriqueiro das mercearias do lápis que aponta o caderno, ele amava-a. e quando dizia isso era como se uma palavra de sol lhe fugisse da boca, toda uma imensidão absoluta. as bibliotecas não eram acolhedoras, elas sempre obrigaram a mergulhos, digo eu que sou um simples narrador de acasos, também gosto de músicas e de capas, também guardo cicatrizes.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s




%d bloggers like this: