24 12 2012

enquanto atravesso a rua tenho a noite encostada à face direita. Perfeitamente encostada, com o peso sobre a minha bochecha, de tal forma que mal me deixa virar a cara para ver se vêm carros desse lado da rua.

Há um vidro que me fita e eu continuo a vê-la , entre o meu ombro e a mminha face, a pressionar-me, sem me dizer nada, e é uma noite que se deve ter escapulido do alcatrão e agora, aqui está, depois enche me os olhos e vejo ainda mais noite, por cada lampião que passo e se apaga.

junto as minhas mãos para parecer que tenho um toque diferente do meu, na pele, para parecer que alguém me dá a mão e eu voltar a respirar.

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26 12 2012
João Vasco

A noite intrometida a preencher a solidão

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