sou-me alheia. …

22 07 2012

sou-me alheia. vou surgindo ou sendo conforme o que me for acontecendo, parece. se eu estivesse desaparecida, não houvesse fotografia, e tivesse que me reconhecer, faria com que toda a gente se imobilizasse.

penso, ainda, estar a contemplar o papel que colocaram na porta do armario, da milupa, que serviu para monitorizar o meu crescimento físico, com marcas escritas pela caneta parker dele, em numeros pequeninos como ele os sempre fez. cheios de rectas precisas e pequenos, em movimentos stacatto.

25/05/1990, 16/03/1993, 12/10/1995, e o passar dos anos em escala, sem vista para aquela floresta amazónica toda a não ser numa porta que tinha que manter aberta – literal e metaforicamente.

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