9 05 2011

Serei só eu (certamente não serei, que presunção estúpida), a considerar o vídeo sobre os portugueses e os finlandeses e afins, algo bacoco? revanchista, inclusive?

parece uma novela em que portugal e a finlândia eram os melhores amigos, brincando nos prados em pequenos, com promessas feitas nas noites ao relento de palha na boca, mergulhos no rio despreocupados  e segredos e dívidas e pactos de sangue. Chega à altura da faculdade, em que as vidas se separam, já que um se queda na aldeia e o outro vai  para fora estudar na grande cidade, torna-se um jovem garboso e culto e regressa nas férias grandes para visitar os familiares e amigos, e parece ter-se esquecido daquelas que o amigo lhe devia, renegando-o com vergonha vergonhosa.

Dizem por aí, o que os finlandeses deviam saber sobre portugal e breu breu pardais ao ninho. A maior parte dos factos supostamente heróicos mencionados, foram protagonizados por uma geração de portugueses que tem mais de árabe que outra coisa. Esquecem-se os factos negros da história, como colonialismos fofinhos, ditaduras supimpas e afins.

O orgulho deve estar na responsabilidade. Pelos actos e pelas omissões (correndo o risco de isto parecer um credo). Aliás, refazendo a frase e já no contexto da religião católica tão cara aos portugueses, o orgulho e a vaidade, são já pecados mortais. Numa tónica mais existencialista, o orgulho é ridículo, desnecessário e bacoco,porque perturba a nossa forma de ver os factos, de ver o que fazemos, de saber o que fazemos.

Um pouco por todo o lado, sempre houve quem contraísse dívidas e gastasse tudo, sem pensar nas outras gerações, se iriam pagar por aquilo que nunca usufruíram , a título de coisa nenhuma. É a história mundial, creio eu. Da natureza humana. É sempre preciso um triplo esforço para afastar esses instintos. E tão somente isto que acredito que precisamos de pensar, antes de saber.

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3 responses

9 05 2011
txikia

não, não és só tu… uau não estamos sós!

9 05 2011
ummaisumigualaum

eu de ti, tinha um feeling que concordarias comigo :p

9 05 2011
Indieotta

Gostaria apenas de dizer que a maior omissão do vídeo objecto deste belo texto é a ausência à referência a Vitor Baía como jogador com mais títulos na história do futebol.

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