24 10 2010

tudo o que de mau fiz, foi um exacerbar do que sou. entretanto, descobri que sou diferente ou posso ser diferente daquilo que me convenci do que era. afinal de contas, esqueci-me das circunstâncias, dos caminhos forjados, e da pessoa forjada que se consegue ser em potência.

todo o mal à minha superfície, mostrou o mal das tuas profundezas. o tempo foi a corda e a mão cega que se enterrou e trouxe o que quer que fosse à luz do dia, parto doloroso, em que até a terra berra.

aterradora, a secura e ausência de raízes. não sei se são ausentes por teres nascido para pássaro, se eu fui feita para ter a espingarda na mão e te atingir certeira. já julguei ter por ramos os braços, mas não os abri tanto como abres as asas, julgaste tu. já não é azar, nem sorte ou morte: de que serve tanto voar, se não vês o chão que queres?

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