8 10 2010

“Para ti, nada senão uma pedra inocente: tu tinhas escolhido. Aqueles que vão ser fuzilados amnhã não escolheram; eu sou a rocha que os esmaga; não escaparei à maldição: para sempre serei um outro para eles. Serei sempre para eles a força cega da fatalidade, separado deles para sempre. Mas empregar-me-ei apenas na defesa desse bem supremo que torna inocentes e vãs todas as pedras e todas as rochas, esse bem que salva cada homem de todos os outros e de mim próprio: a liberdade; então a minha paixão não terá sido inútil. Não me deste a paz; mas porque havia eu de querer a paz? Tu deste-me a coragem de aceitar para sempre o risco e a angústia, de suportar os meus crimes e o remorso sem fim me há-de dilacerar. Não há outro caminho”

Sangue dos Outros, Simone de Beauvoir

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