5 08 2010

há um barco que vou perdendo sucessivamente, porque quero abarcar tudo o que as horas não têm mais para dar: como mortos que carrego nos braços na esperança de que estejam a dormir para não ter que, também eu, partir. não deixei, lembro-me, que o mar me separasse da partida( ainda fiz dele distância: consumida e vencida). Parti antes o mar contra o peito, casco podre e fracamente vivo. mas voltei Às malas que me prendiam, continuamente a serem preenchidas e a escaparem me apreensivamente. ao longe esperava-me o mar, mas tudo o que vi na parede foi a luz das chamas , e em silêncio fitei-as directamente, a chamarem o esquecimento para dentro delas, a aquecerem o vazio que deixam dentro de mim.

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