29 07 2010

sempre o sentimento de urgência em movimento comigo: ir para o ponto B. E faz parte da urgencia não saber porquê: o de chegar, o de ir o de voltar. Estou no cimo, quase na meta, a ver o vale atravessado pela rua mas tudo são painéis de madeira nobre envernizada de cima abaixo. Não são mais portas, são paredes, escuras, palco. Há sempre uma porta que nos leva aos acordes a serem preparados. Há sempre um refúgio onde te encontro mas tenho a certeza que não és tu, apenas te pareces a ti, a ele, a um outro que conheci. Que tinha um beijo guardado para mim interrompido pela calma do desconhecido sob duas pernas que me lembra que não há portas, a não ser do espectáculo montado. Haverá outra então, e encontro uma mãe a não saber se o milagre é real e a chorar com as feições a derreter. tememos a queda do milagre, é estranho o seu ser em desequilíbrio, mas assim continuará enquanto ansiarmos que aquela pessoa se funda com ele e ainda assim continue no mundo.

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