19 05 2010

Sítios. Dizia-me tão existencialista, e só pensava em sítios antes de pensar em pessoas. Pensava que os sítios tinham pessoas, traziam, levavm, como as marés meias mortas, não aquelas ondas gigantes, portensosas e bonitas. Era assim uma beira-mar sonolenta de vai e vem a morrer, os sítios, com as pessoas. Ali, naquele edifício que me aprisionava os anos e os fazia desaparecer a ritmos semmpre diferentes, nunca achei que fosse sequer molhar os pés para ver de perto o que a maré trazia naquela língua desenrolada, preguiçosa.

Esquecia-me que teria que deixar aquela postura vigilante, sempre de pé, sempre tensa, sentar o rabo na areia para poder saber olhar para alguém que também se tenha sentado assim,junto ao chão, terra firme, com o tempo todo dentro da cabeça, dentro dos ideais, dentro das marés.

Foram, são e serão conversas que os ventos não vão levar, nem as marés vão engolir, mas que irão contra os ventos e marés.

Parabéns Sara, Amiga (L)

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2 responses

19 05 2010
Txikia

Mais uma vez, sem palavras.
Tu sabes, todos os dias, pelas e nas pequeninas coisas, o quanto gosto de ti.

Muito obrigada, minha amiga (L)

28 05 2010
Ricardo Pinto Mesquita

Que lindo. 🙂

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