14 08 2009

ia obrigar-te a dizer tudo, porque eu pelo menos ia querer a tua voz a querer dizer algo. tudo o que estivesse a mergulhar na nuca, para as pupilas rápidas, para uma boca cansada e torturada por nunca ter falado tanto. só para te ouvir falar-me, entre quatro paredes, sem que a minha pele te tocasse só após as mãos previsíveis o terem feito.

não aninhar-me no teu interior e ficar a sabê-lo todo, quero saber o exterior e saber distingui-lo de aparência, em silêncio, no rapto do último repto que me fizeste.

 

(L) Pequim

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15 08 2009
Pequim

está tão lindo, amor. ficaria horas a falar, a ouvir-te em teorias infames, em histórias de coragem fantásticas, em poemas sussurradas ao ouvido, ficaria contigo noites após noites numa noite sem amanhecer, a raptar um inteiro quarto de vermelho, que nos alimentasse a fome e a sede com reflexos e sombras e deixasse o resto connosco. o espírito a ser lançado aos leões dos nossos beijos*

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