26 07 2009

eu consigo realmente ver gestos como mudaças de rumo, que se circunscrevem a um dia. naquele dia posso dizer que sou bastante previsível. o momento repete-se indefinidamente porque nem eu voltaria atrás. a sucessão de coisasa antes desse momento estão para mim autónomas porque sem vida. porque o espírito de ninguém sequer se manifestou.

ali rebentou, alguém quis algo ou não quis querer, dirigir-se a mim pelo que deixo emergir à superfície da cara e das palavras.

o desejo secreto é o de uma reacção para desencravar o morno cravado na pele. as horas estão ali a implodir desgraçadamente e tu imploras uma explosão.

Exploro agora aquilo que medeia entre o que sou, padronizadamente, antes de nascerem os momentos: aquilo que fecunda os momentos, e o que o tempo deixa mostrar.

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2 responses

5 08 2009
José Carvalho Mesquita da Assunção Esteves

“naquele dia posso dizer que sou bastante previsível.”

só naquele dia?

6 08 2009
ummaisumigualaum

os naquele repetem-se, ou melhor, sucedem-se irrepetíveis. ha sempre o fosso entre aquilo que se pensou que seria, o que seria e o que foi.

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