24 06 2009

As copas insufladas de verde borbulhante, cheias, seios uns contra os outros camuflados, com som de mar.

O sol é para a Lapa, a pedra laranja que diz que ainda não é tarde. Eu aqui volto para saber as horas exactas e não contar intervalos de circunferências, a avançar casas num jogo sem dados. Conto o tempo do intervalo entre mim e o muro. Suspendo a respiração a uma hora exacta: primeiro adeus.

Arrasto as pontas dos dedos pelo asfalto, paralela às casas baixas geminadas. Às traseiras empoleiradas e esqueço-me de onde ficaram as copas porque estão atrás das janelas fechadas. Segundo adeus, esquecido e atrasado.

Desço as escadas e num momento exacto, ali fico em linha, entre linhas: na linha do tempo nunca cortada, de som exacto acima de tudo, sem interrupções a não ser a da própria hora sobre si e das outras cheias de coisas a andarem, correrem e pararem: a hora morreu sem o vagão lhe ter chegado e não pode entrar pelas portas indiferentes.

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