22 05 2009

Todo o caminho para aí é só um e o tempo não se demore, corre cadente e eu vejo-o passar entre os teus papéis e os livros que me falam da tua infância e não do teu passado.

É daqui que olhas o tecto quando eu estou a imaginar-me a afogar fitando o afastamento da superfície.

É daqui que olhas a janela que pouco mostra, emoldura.

Eu olho a minha janela de frente, é um quadrado de luz que me vem buscar e pousar na tua janela. E eu serei demasiado grande para entrar airosamente nela. Taparei, recortarei a luz por instantes e espero que a minha sombra fique na parede, que ela chore e assim me decalque.

Não vai ser um sítio de muitas horas, não vai ser o oráculo encantado de dois.

É o sítio das tristezas que te ouvi dizer contra o vento  e que por momentos achaste ser espelho, mas é um olhar que mergulha aventureiro: o meu, feto do que vi em ti, novo mas sucessivamente compreendido, numa escalada que é a mudança das cores e da luz à medida que o dia cai.

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