14 04 2009

Os sítios cosidos, muito juntos, como se fosse um livro muito pequeno. Ali um prédio e uma casa onde me perdia no chão e dentro do armário havia arroz cozido. E eu a querer abrir uma porta e haver outra, ilusão que bati contra as palmas das mãos, a ferir linhas do destino.

Um aspirador resolve a poça de água e lama que endiabrados fizeram noutro quarto.

Gente sentada, gente que chega e dois autocarros que vi partirem sem eu os apanhar.

Mas o caminho que sobe está a ser arranjado, com grandes pedras amarelas e fendas entre elas, um deserto que leva aos prédios brancos da minha infância. De terraços vazios de cadeiras e mesas brancas muito arrumadas e solitárias.

Subo um pouco e tenho uma igreja, com uma rosácea e um relógio que parece estar uns minutos atrasados e eu pareço estar certa, porque quem está ao meu lado pergunta-me para dissipar nuvens. Espera comigo por uma missa e sei que vou escrever num livro durante a mesma.

Há uma sacristã de cabelos quase brancos e uma veste igualmente branca, de voz masculina a dizer asneiras e a ser admoestada por quem lhe ouve as cuspidelas.

Como se tivéssemos na praia, parece-me ao olhar para nós à espera da missa e logo à direita, a descer um vale, uma colina logo ali colada e há o mar, areia e gente.

Anúncios

Acções

Information

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s




%d bloggers like this: