27 03 2009

Já não quero saber de como e para o que sou, aos olhos de alguém, para depois a minha voz pulular ora cheia ora envergonhada e desejosa de aparecer de outra maneira.

Só sei o verbo estar. O meu sentir já sou eu, uma forma de ser que em nada é singular.

Só a imediatude retumbante é que faz com que ninguém ma tire a olhe ou a guarde.

Não chega a sair de mim, é uma labareda que lambe a superfície, se atreve e volta.

Quero estar e dizer, mas nem me pergunto como permaneço, como já me guardaste ou se vou andar contigo a doer-me no fundo das costas onde faltam os teus braços até ao céu, onde falta um sítio onde parar sem ser uma emergente guerra de choro urdido, a pairar.

Às vezes troco as caras das pessoas e vejo-te a ti, e quebram-me o sonho porque tenho que os chamar por outro nome , falar de outras coisas.

E se amanhã não te vir, nem num espelho sinuoso a interpretar com fios angulosos entre a cabeça e o coração juro mque vou desaprendendo de falar, até eu ser só olhos.

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2 04 2009
Daniela

Embora tenhas metido praqui palavras como puluar q n faço a mais pequena ideia do q seja, mas vais explicar-me, gostei…achei super romântico, ao estilo de um “amorzinho lindo”. xD

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