14 03 2009

é no escuro e é urgente ser no escuro. sem passos, um carro às vezes e nem uma frincha de luz adoentada e insone da rua.

é a voz e as silhuetas, contra o tempo.

acordo a achar que ainda é escuro, que os pássaros a cantar podem ser os de antes da alvorada ou aqueles que à noite estão desorientados ou revoltados e os poucos passos fazem mesmo pensar que podem ser pessoas a chegarem da noite barulente e não a caminho do trabalho estridente.

a fronteira ténue e eu de olhos fechados.

tento que seja escuro, mesmo lá fora. com a luz doente e tudo, com um silêncio no escuro, em que se atravessam janelas e continua escuro e o silêncio continua a fugir por ali e é tudo escuro, o que encontra, como se sempre tivesse sido assim.

mas agora não, já sinto que é outra hora, o dia explode contra a janela e o quarto também e se alguém mexer nalguma coisa, nada se quedará igual ou essencial, misturar-se-ão , não chegarão a ser nada de novo, só um outro mundo possível.

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