7 03 2009

eu estou encostada àquela luz de lampião que entra pela metade da janela branca e da portada, na sala às escuras. o resto do escuro vai-se encolhendo para o espaço que lhe resta, a estalar.

(cheguei a pensar: vou acender uma fogueira no centro da sala)

aí épermitido o corpo que te deixei observar, paralelo à parede, a deixar curvas de ar vazio entre ela e a pele. aqui ainda vês a textura e os recortes, é possível. vês as texturas sem as tocar, anuncia-te um medo de eu poder sair pela porta e mais nada.

aíno escuro que se encolhe, para os espaços possíveis, permito-me ouvir-me, sem o meu corpo estar nas posições normais em que costuma estar quando falo ou penso.  permito-me oscilar nas palavras certas e ter muito mais gosto nelas e na voz ideal. para dizer às tuas mãos: bem vindas a uma beleza que não podem abarcar.

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