“Soneto Presente”

20 02 2009

Não me digam mais nada  senão morro

aqui   neste lugar   dentro de mim

a terra de onde venho é onde moro

o lugar de que sou é estar aqui.

 

Não me digam mais nada senão falo

e eu não posso dizer   eu estou de pé.

De pé como um poeta ou um cavalo

de pé como quem deve estar quem é.

 

Aqui ninguém me diz quando me vendo

a não ser os que eu amo   os que eu entendo

os que podem ser tanto como eu.

 

Aqui ninguém me põe a pata em cima

porque é de baixo que me vem acima

a força do lugar que for o meu.

 

Ary dos Santos

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One response

22 02 2009
Miguel Torga

e poemas meus? não postas?

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