12 02 2009

penso que finalmente cheguei a um acordo contigo, sabes noite? é, agora passo dias ou mesmo bocadinhos de inícios teus , por onde lhes pegar, a pensar que te vou estar a ver as horas ciclicamente e vou estar na rua. e às vezes vou a passar por ti no caminho a casa, ainda não foi desta que saí do carro e fui pelas minhas pernas andar pelos corredores da casa adormecida.

e concedo menos horas a dormir , que gostava tanto, mas não é para te trocar pela manhã, que se não-espalha muito rápido, não é levantar se , porque a luz incide mais verticalmente, em espaços mais pequenos, começa por estar é espalhada pelo chão.

e ainda assim imagino que não tenho sono e ando por aí mas depois vejo como sou ainda uma catraia no nosso acordo, porque para isso tinha que eliminar os candeeiros. e eu ainda gosto deles, sabes? porque têm uma luz lânguida, uma  luz de um quase, uma luz de uma respiração entrecortada e retomada sem olhos.

e tens que concordar, noite, que são eles que me dão a maciez intocável do rio, como num êxtase perfeito em pausa, em que só me apetece que a linha da água vá até abaixo dos meus olhos, para que a linha me faça aquelas cócegas acima do nariz e abaixo dos olhos, sim e abro a boca e ela nem se faz rogada, a água não é convidada , empurra-se indiferente para dentro dela.

são os candeeiros que não tremem na água e que tem uma pétala e malmequer, só uma,  quando os olhos com as lentes já meias coladas os olham.

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