21 01 2009

Tenho uma data de coisas para dizer e não é do espaço , do ar na luz, da cortina inútil e solitária, do espelho, do chão, dos rebites. Mas tudo isso está ali comigo. Onde eue stiver era onde devias estar. As horas, nossas, de cada um, deviam ser as mesmas em palavras, em segredos nossos, em lutas pelo mundo, contra as costas de cada um. A descortinar futuros de boca fechada em olhares fugidios por minutos que nos continuarão a acompanhar quando sairmos para a rua lado a lado.

Eu só ia virar-me ligeiramente para o lado, falar-te. Só para te ouvir sobre qualquer coisa, que nunca ouvi antes.

Eu só ia correr para trás, subindo as pedras cinzentas, por achar que ali vinhas , fitando-me recortada nas montanhas, porque cheguei primeiro que tu, porque não aguentava chegar lá calmamente.

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2 responses

24 01 2009
Txikia, a pequena

Por muito difícil que seja exprimir por palavras o que nos vai na alma, as tuas mãos e os teus dedos conseguem sempre definir brilhantemente sentimentos e estados de espírito.

Espero ansiosa pelos “monstros do armário” 🙂

5 02 2009
Xerife Costa

tanto que roda á volta do ‘dever’. ‘dever estar’, ‘dever ser’: o austin é que falava disso pequena: das leis e das como deviam ser. mas penso que as pessoas estejam e sejam muito mais do que deviam. é uma imprevisibilidade maravilhosa
kiss kiss*

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