.meteorologia do coração

5 09 2008

o cair da chuva lembra-me o amassar papel. Uma folha que as mãos comprimem, geralmente numa bola sem forma, obrigando-a a enrolar-se e que sem a pressão das nossas mãos lentamente tenta voltar ao que era com vincos irreversíveis.

Os vincos que eu preferiam que guardassem as palavras esborratadas pela chuva chicoteante. Aí as palavras parecem dizer adeus como um rio pequeno a correr, como se fossem veias invisíveis, com pequenas curvas e contra curvas imperceptíveis, Até ficar com um rebordo como memória, como a luz que às vezes envolve as pessoas ao fim da tarde de que me lembro (é só uma aura, apenas isso).

O vento confunde-se com os pneus a aproximarem se ou um avião. Ou alguém a forçar a porta e a atirar coisas para não se atirar contra as lágrimas.

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9 09 2008
Zoe

gosto de chuva por isso mesmo, porque o seu cheiro, o seu som, as suas cores que transformam o céu… trazem infinitas memórias ou pensamentos.

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