curioso como o carinho que eu tenho pelas histórias dos lampiões partidos, das couves pintadas, dos sapatos bons que usavas sem a minha avó deixar porque os trocavas pelos velhos na caixa do contador da água, se funde numa nostalgia geracional, um interesse histórico, quase centrado em mim: porque queria ter tido essa infância e adolescência bem vivida. e já não mais sinto uma espécie de orgulho por saber que aquela pessoa – tu – esse injustiçado cujo valor nunca foi visto, era quem tinha sabido viver aquelas peripécias todas, cheias de ruas, estampidos, fugas, loucuras a crescer como um bolo num só dia.