9 01 2012

aquilo que dizem das imagens dizerem mais que palavras, num sentido redentor, silencioso, solene, só pode querer significar o assistirmos ao mesmo evento, à mesma imagem animada, juntos, em tempos em que as palavras são tudo aquilo que (nos) destrímos, como a mulher que vinha dentro do carro com música abafada e melosamente alta e, junto ao rio, sai de tacões gigantescos pelo passeio fora, largando um ramo de rosas que se espalha no ar até sabermos que cai no rio, naquela imagem em câmara lenta com a ondulação do rio contra a pedra, que não chegamos a ver.


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