12 12 2011

No meu quarto, é sempre quarto minguante, naquela lua. é um sol muito religioso, uma janela muito enganadora – dizia que abria o espírito metaforicamente falando e afinal faz entrar um sol imóvel que destrói a ciência toda e a reflecte na lua pendurada do tecto do meu quarto.

não chega a ser uma crença, é exactamente aquilo que vejo, como aqueles violentos das fogueiras viam e quase lhes tenho compaixão.

e vejo ou apercebo-me disto nuns minutos, exactamente o tempo que demoro a aperceber-me que posso ainda não ter as razões certas, as minhas, as do meu ser, mas que sei exactamente por que  hei-de ficar feliz, antes de me deixar sê-lo e pressupondo e já sabendo (ou acreditando?) que não vou gostar da sucessão das horas que me esperam. Evito o incerto, sem me tirar completamente de cena mas não sou de todo o personagem principal ainda: e é por isso que sou tão pequena.


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